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Enviado por flavia em seg, 12/28/2009 - 09:16.
Gleidisdon F. Duarte é JuLeader do GOJava TECNOLOGIA (22/05/2005) ENTREVISTA - Gleidisdon F. Duarte Adonai Andrade, adonai.andrade@gmail.com Gleidisdon F. Duarte, graduado em 1993 em Processamento de Dados pelas Faculdades Objetivo, trabalha desde 2000 no desenvolvimento de projetos utilizando a plataforma Java e tem atuado como consultor na definição de infra-estrutura e arquitetura para projetos em Java. Trabalha há sete anos para a Politec Ltda. (www.politec.com.br) e já atuou com diversos clientes, dentre eles Telegoiás (Brasil Telecom), Saneago S/A, Aganp, Secretaria da Fazenda do Estado de Goiás e Secretaria de Educação do Estado de Goiás. Possui várias certificações Microsoft, sendo a principal a de “Microsoft Certified Solution Developer”. Possui ainda certificação Java “Sun Certified Programmer”. É um dos fundadores e líder do GOJava (www.gojava.org), grupo de usuários Java em Goiás. O que é a tecnologia Java? Java é uma plataforma completa de desenvolvimento de software lançada pela Sun Microsystems em 1995, após um projeto chamado OAK, que pretendia criar uma linguagem para eletrodomésticos e microdispositivos. Java pode ser dividido em três principais partes: — J2SE (Standard Edition): Core/Desktop — compreende todas as APIs básicas da plataforma, bem como as APIs gráficas Swing/AWT. — J2ME (Micro Edition): Mobile/Wireless — abrange APIs para microdispositivos tais como celulares, palm tops,microdispositivos, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, automóveis, etc. — J2EE (Enterprise Edition): Enterprise/Server — um enorme conjunto de tecnologias integradas entre si, para completa construção de aplicações corporativas. Existem dezenas de outras tecnologias Java também importantes, tais como JavaCard (Java em Smart Cards), Java Web Services, XML, e outras. O ponto forte de Java não é somente a linguagem em si (orientada a objeto, simples, robusta e segura), mas a capacidade de poder utilizar Java em praticamente qualquer lugar, através do conceito de máquina virtual. “Write Once Run Anywhere” (Escreva Uma Vez Rode em Qualquer Lugar) é uma realidade absoluta que dá às aplicações Java independência de hardware e sistema operacional. Fale um pouco sobre o conceito de “orientação a objeto” e seu objetivo? Orientação a Objeto é bem antiga, seus conceitos nos levam ao final da década de 60, mas sem sombra de dúvida Java é um dos maiores responsáveis pela sua popularização e utilização nos dias de hoje. OO é a técnica de modelagem de software que procura construir sistemas complexos a partir de componentes. OO, na verdade, é um conjunto de fundamentos — para citar alguns: classe, abstração, herança, polimorfismo, encapsulamento. Os objetivos de OO são reduzir a complexidade no desenvolvimento de software, aumentar a produtividade, construir softwares que sejam adaptáveis, flexíveis e de fácil manutenção. Na prática, o que vemos é que Java por si só não faz milagres. Java fornece um suporte completo a desenvolvimento OO, mas, se não tivermos um projeto OO bem feito, a implementação também não poderá ser bem feita. Qual o ponto de partida para quem já programa em alguma linguaguem e deseja passar para Java? O principal é ter um bom conhecimento em Orientação a Objetos. Não necessariamente ter experiência com outra linguagem OO, mas conhecer seus principais conceitos é fundamental. A aplicação de OO em Java é bastante tranqüila e servirá como reforço a quem ainda não conhece bem OO. Um grande problema que vemos na prática são pessoas que migram de linguagens procedurais. Há um grande trauma, devido à mudança na forma de pensar, por causa do OO. Outro problema são as tecnologias e conceitos agregados ao Java, tais como: Web, XML, Web Services, Design Patterns. Normalmente as pessoas também não têm conhecimento destas tecnologias, e isto se torna mais crítico do que a própria Orientação a Objetos. Que benefícios uma empresa tem hoje em optar pela tecnologia Java? Os benefícios são inúmeros. Mas na minha opinião, nada se compara à “liberdade de escolha”. O que uma empresa hoje menos quer é ser dependente (para não dizer refém) de um fornecedor de hardware, sistema operacional ou software (ferramentas e ambientes de desenvolvimento). Com Java, a empresa tem total liberdade de usar este ou aquele SO, este ou aquele hardware, ou aquela ferramenta de desenvolvimento (IDE), ou aquele servidor de aplicação. Trabalhei em uma empresa estatal em que o sistema rodava na minha máquina (Intel com Windows 2000), então eu simplesmente copiava o sistema inteiro (sistema grande) para o ambiente de homologação/testes (Servidor Sun com Linux). Depois copiava o sistema para o ambiente de produção (Linux em um Mainframe IBM). O sistema rodava da mesma forma nos três ambientes e sem nenhuma necessidade de mudanças, configurações ou recompilação de qualquer parte do código. Outro grande benefício é o custo reduzido, pois não se paga nada a Sun para usar o JDK (kit de desenvolvimento Java) ou a JVM (máquina virtual Java). Também a grande maioria das ferramentas de desenvolvimento e alguns servidores de aplicação são gratuitos, e a oferta aumenta a cada dia, dando às empresas mais opções de escolha. Qual o principal custo ao se optar por desenvolver em Java? Sem dúvida, o principal custo será o recurso humano. Demora-se em média dois anos para se formar um bom e produtivo desenvolvedor Java. Este tempo é justamente devido a tudo que envolve Java. São muitas tecnologias e conceitos agregados. Java não é meramente a sintax de uma linguagem. Aliás, a linguagem em si é muito fácil de aprender, já um profissional mais qualificado, é caro. Outra dificuldade é encontrar estes profissionais prontos no mercado. Em várias empresas, o que se tem feito é formar profissionais. Mas esta formação também custa tempo e dinheiro. O Java continua uma linguaguem fechada de propriedade da Sun. Em que pontos isso é uma desvantagem? No meu entender isto não é uma desvantagem, até porque Java não é controlado/mantido apenas pela Sun. O que a Sun faz é fantástico, pois ela cuida da plataforma Java, investe muito dinheiro e patrocina o desenvolvimento contínuo de Java. Além disso, existe o JCP (Java Community Process — www.jcp.org), onde são formados comitês que são compostos pelas principais empresas de tecnologia do mundo e por indivíduos normais. Estes comitês é que decidem quais tecnologias Java deve abranger, solicitam novas APIs e serviços, e definem como Java integrará com determinada tecnologia. Ou seja, quem decide o que Java será no futuro não é só a Sun, mas toda comunidade de tecnologia do planeta. JCP é, sem dúvida, um instrumento altamente democrático e que mantém Java sempre no topo tecnológico. Quanto aos apelos da comunidade Open Source, e até da IBM, para que a Sun “abra” o Java, qual sua opinião? Em minha opinião isso irá acontecer um dia. Mas caso não aconteça da Sun “abrir o Java”, não vejo isto de forma negativa, justamente pelas razões que citei anteriormente. O desenvolvimento de Java através do JCP é algo extremamente democrático. Existem alguns projetos de implementação de JVM Open Source, mas nenhuma ainda é comparável às implementações da Sun, ou implementações comerciais de outros fabricantes licenciados pela Sun. Acredito que logo teremos também excelentes implementações Open Source Java. Em relação à WEB, você acha que JSP vai acabar ganhando terreno em cima de PHP e ASP? Java é uma plataforma completa de desenvolvimento, e não apenas uma linguagem de Script como é PHP, ASP ou Cold Fusion. JSP é apenas uma das camadas (View) de um sistema Web feito em Java. Portanto, a criação de um sistema Web/Java pressupõe que todas as outras camadas (controle, negócio, persistência, etc) também serão feitas em Java. O custo de se desenvolver em Java ainda é mais alto do que o desenvolvimento em PHP ou ASP, principalmente por causa dos recursos humanos. Então vai depender muito do tipo e tamanho de sistema Web que será desenvolvido. No caso de sistemas corporativos, vejo que JSP ganhará terreno, sim, em cima de PHP ou ASP. Talvez no caso de sistemas pequenos e isolados JSP não ganhe tanto terreno. Existe previsão de tornar as IDEs de desenvolvimento mais práticas e intuitivas, a fim de ajudar a difundir o Java entre os desenvolvedores que ainda têm medo dele? As IDEs para Java evoluíram bastante. Hoje temos várias boas IDEs disponíveis, sendo que as principais são NetBeans, Eclipse e JBuilder. JBuilder (Borland), das três, é a única que é comercial, mas possui uma versão “Comunitária”. Ainda não temos um WYSIWYG (What You See Is What You Get — O que você vê é o que você tem) tão bom como os ambientes de desenvolvimento visuais da Microsoft, principalmente quando se trata de aplicações GUI (Swing/AWT/SWT). Para aplicações sem interface gráfica, ou aplicações Web (Servlet/JSP), as IDEs existentes são excelentes e a maioria atende satisfatoriamente. A versão comercial (professional e enterprise) do JBuilder, na minha opinião, é a mais completa e madura e que dá melhor suporte à construção de aplicações GUI em Java. Como a comunidade Java está vendo a ascensão da tecnologia .NET ? A ascensão é normal, principalmente por causa da quantidade de aplicações para plataforma Windows existentes, então é de se entender que o que ocorre na maioria dos casos é uma simples migração para .Net. Mas quem está vindo de outras plataformas (como Mainframe), ou está começando um projeto novo, tem preferência por Java, principalmente pela liberdade de escolha que dificilmente terão com .NET ou com outro produto da Microsoft. Como você vê a concorrência entre .NET e JAVA em Goiás? Particularmente ainda não vi esta concorrência. Aliás, não conheço nenhum projeto ou empresa em Goiás que esteja trabalhando realmente com .NET (não apenas com ASP). Mas qualquer tipo de concorrência neste sentido vejo como benéfica, pois estimula a capacitação tecnológica dos profissionais e das empresas envolvidas. O que é, e qual a pretensão do “GOJava”? O GOJava — Grupo de Usuários Java em Goiás — foi criado em 2002 e hoje temos cerca de 450 usuários cadastrados no nosso grupo de discussão. O principal objetivo do GOJava é disseminar a tecnologia em toda a sua amplitude. Queremos fomentar Java no nosso Estado, assim trazendo conhecimento e capacitando melhor nosso desenvolvedores, pois o mercado ainda é carente de bons profissionais. Paralelo à capacitação profissional, também queremos mostrar às empresas goianas os benefícios que Java pode trazer. Já realizamos vários eventos abertos à comunidade, sempre com assuntos atuais e palestrantes de renome nacional e internacional. No último dia 30 de outubro, realizamos o “2º Java Gyn”, e foi um enorme sucesso de público e crítica, com mais de 300 participantes e 15 palestras (algumas palestras podem ser baixadas no site do grupo). Em 2005 teremos vários eventos, encontros e o “3º Java Gyn”. Como as pessoas se filiam ao “GoJava”? A filiação, por enquanto, está sendo feita através do grupo de discussão, que pode ser acessado pelo site do grupo — www.gojava.org. O Site do GOJava sofrerá várias melhorias neste ano, como, por exemplo, a implantação de fóruns temáticos, páginas com tutoriais, artigos, código fonte e etc. Fonte: AG e ADCONTRE Fonte: http://www.agconsultoria.com/principal.asp?edoc=conteudo&secaonome=Tecno...
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Legal a entrevista. Podiam
Enviado por fredericomaia em qui, 01/07/2010 - 11:13.Legal a entrevista. Podiam fazer de novo, pra sabermos o que mudou de la pra cá, as melhorias, a evolução do Java em Goiás e do GOJava. Afinal de contas já se passaram 5 anos.
Seria interessante! O que acham?
Frederico Maia Arantes
http://fredericoarantes.blogspot.com/
http://twitter.com/fredmaia
Jornal Opção
Enviado por gdon em sex, 01/08/2010 - 16:24.Na verdade esta entrevista foi feita para o caderno de informática do Jornal Opção.
Acho que é um jornal de frequência semanal.
Parece que esta entrevista não está mais disponível na versão on-line do jornal.
Cinco anos se passaram... mas acho que muitas das respostas continuam as mesmas, outras mudariam bastante. :)
Gleidisdon.